segunda-feira, 6 de junho de 2011

O suicídio da exploração

Nós dormimos envoltos
de pedras modernas
que foram erguidas
pelos braços e pernas
de pedreiros sofridos.
Temos comido banquetes
que foram bancados
por indivíduos que nas
bocas entra mais
cansaço e pingo de suor
do que um pedaço só
do que está em suas mãos.
Operários pegam o coletivo,
ou a bicileta, para chegar
na hora certa
de fazer nossos carros,
produzir nosso pão.

Enquanto uns aproveitam
essa evolução, fruto
da rapinagem, a milhares
é dada a margem
para fazer suas escolhas:
não tendo escolha de não
ter à margem a propria vida.

Eles que possibilitam
a própria existência
tem uma deficiência em viver.
Sua alienação é
a alienação de todos
e o individualismo é
um tiro no ouvido:

Deixá-los morrer é
se ver morrer.

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